Personagens do nº 26 ao 50

26. Gamal Abdel Nasser (1918-1945)
Presidente egípcio. Gamal Abdel Nasser liderou, em 1952, o movimento nacionalista que derrotou a monarquia egípcia e estabeleceu a república. Tomou posse como presidente do Egito em 1954 e, posteriormente, negociou com a Grã-Bretanha o fim dos 72 anos de dominação britânica sobre seu país. Foi presidente do Egito até sua morte, em 1970.
Durante seu governo, foi construída a represa de Assua e desenvolvidos projetos de reforma agrária e de industrialização do país. O Egito recuperou assim sua independência.
Na tentativa de criação de uma nação para todos os povos árabes, foi presidente da República Árabe Unida, constituída pelo Egito, a Síria e o Lêmen, emtre 1958 e 1961.

27. Gregor Johann Mendel (1822-1884)
Botânico e biólogo austríaco, foi considerado o fundador da Genética. Grande pesquisador das plantas, iniciou experiências sobre hibridação de ervilhas-de-cheiro, trabalhando nessa pesquisa durante muitos anos, estabelecendo as leis que regem a hereditariedade.
Certas leis sobre Genética que regem a transmissão de caracteres hereditários foram descritas por Mendel, em 1865. Mas, apenas em 1900 é que as três leis de Mendel foram de fato divulgadas e redescobertas.

28. Gregório XIII (1502-1585)
Papa italiano. Criador do calendário gregoriano, o qual é utilizado nos dias de hoje. Realizador de um trabalho antiprotestante, sendo que seus esforços para restabelecer a suprema católica na Europa tiveram êxito no sul dos Países Baixos, na Polônia, na Áustria, na Baviera e em outras regiões alemãs.

29. Guglielmo Marconi (1874-1937)
Físico e engenheiro italiano. Considerado o pai da telegrafia sem fio, pois conseguiu, em 1875, a comunicação, por telegrafia sem fio, a curta distância. Aperfeiçoou e comercializou o seu invento e fundou o que viria a ser a Companhia Marconi, inaugurando assim, o primeiro serviço público regular de telégrafo, entre a Europa e a América, em 1907. Recebeu o Prêmio Nobel da Física, juntamente, com K. F. Braun.

30. He Zheng (c.1371-1435)
Almirante chinês, explorador e diplomata, contribuiu para estender a influência marítima e comercial chinesa nas regiões que margeiam o oceano índico. Sua primeira viagem ocorreu em 1405, com 62 barcos carregados de ouro e outros tesouros, chegando à Indochina, Java, Sumatra, Ceilão e Calicute. Em outras cinco viagens posteriores alcançou o sudeste asiático, a Índia, o golfo Pérsico, a África oriental e o Egito.

31. Henrique VIII (1491-1547)
Rei da Inglaterra e fundador da Igreja Anglicana. Seu nome passou para a história mais pelas lutas travadas com a Igreja Romana, na condenação do vínculo insolúvel do matrimônio.
Ascendeu ao trono em 1509, casando-se, no mesmo ano, com Catarina de Aragão.
Em 1527, anunciou o desejo de obter o divórcio de sua esposa, pelo fato de Catarina de Aragão não lhe haver dado um herdeiro varão. Com a recusa da Igreja em proceder à anulação do matrimônio, rompeu com o papado e assumiu o controle do clero, exigindo seu reconhecimento como chefe da Igreja Inglesa, em 1532. No ano seguinte, casou-se com Ana Bolena e foi imediatamente excomungado. Durante o transcorrer de sua vida casou-se mais quatro vezes (Jane Seymour, Ana de Clèves, Catherine Howard e Catarina Parr).
Apesar das modificações realizadas na Igreja, Henrique VIII nunca introduziu a doutrina protestante. Em relação à monarquia, reforçou-a com elementos autoritários, chegou a ordenar que decapitassem duas de suas esposas: Ana Bolena e Catherine Howard.

32. Henry Ford (1863-1947)
Em 1903, Henry Ford se instalou em Detroit, para fabricar e vender automóveis. Durante dezenove anos fabricou apenas um tipo, o modelo T. Vendeu 15,5 milhões deles, metade da produção de carros no mundo. Por 850 dólares, o robusto e simples Modelo T foi o primeiro carro a caber no orçamento de um agricultor. Os preços caíram ainda mais quando Ford inventou um sistema de fabricação - a linha da montagem andante, que chegou a produzir um fordeco Lizzie a cada 24 segundos. As outras fábricas adotaram o método de Ford para a industrialização, e assim, puderam abastecer o mercado com mais eficiência.

33. Hernán Cortés (1485-1547)
Conquistador espanhol. Partiu em 1519 para o México em busca de ouro. Não houve volta para poucas centenas de homens que desembarcaram com ele: Cortés queimou os navios. Incentivou os ódios locais contra os astecas, que matavam prisioneiros em sacrifícios humanos. Avançou para Tenochtitlán, a capital do imperador asteca Montezuma, mas foram derrotados.
Em 1521, retornou e cercou Tenochtitlán, conquistando a cidade e arrasando o que restava da civilização asteca. Apesar de ter recebido inúmeras honrarias por seus feitos, terminou os seus dias em profunda miséria.

34. Ibn Khaldun (1332-1406)
Cientista e filósofo de origem árabe espanhola. Nome completo Abu Zayd'Abd al-Rahman ibn Khaldun, destacado historiador medieval islâmico, também conhecido como Abenkhaldun, O príncipe dos médicos.
Ocupou cargos nas cortes da Tunísia, da Argélia, do Marrocos e do reino nazari de Granada, do qual foi embaixador na corte de Pedro I, o Cruel, rei de Castela.
É autor de uma História Universal em seis volumes, guia valioso da história das dinastias muçulmanas do norte da África e dos berberes, e de volume introdutório a essa obra, os Prologômenos, onde expõe uma filosofia histórica e uma teoria social sem precedentes, em que aparecem surpreendentemente traços da moderna sociologia. É precursor da filosofia da história.

35. Inocêncio III (1160-1216)
Papa italiano. Considerado o mais competente da Idade Média. Sua diplomacia tornou realidade o governo pontifício sobre os territórios ao redor de Roma.
Com a morte do Imperador Henrique VI, em 1197, Inocêncio aproveitou a oportunidade para impor o direito papal de examinar os pretendentes ao trono e arbitrar os candidatos.
Inocêncio promoveu uma Cruzada contra os albigenses, provocou um banho de sangue mas não controlou a heresia. Preocupado com a Terra Santa, incentivou a quarta Cruzada. Um grupo de cruzados, entretanto, desviou-se para Constantinopla e saqueou a cidade. Já no fim de vida, convocou, em Roma, o IV Concílio de Latrão.

36. Isaac Newton (1642-1727)
Matemático, físico, astrônomo e filósofo inglês. Expôs, no século XVIII, importantes teorias como: o princípio da gravitação universal, a teoria da decomposição da luz branca em espectro e dos anéis coloridos das lâminas delgadas. O cálculo diferencial, forma avançada de matemática que Newton inventou para estudar variações, é hoje uma ferramenta essencial em campos como a economia e a exportação espacial.

37. Iuri Aleekseievitch Gagarin (1934-1968)
Cosmonauta soviético. No dia 12 de abril de 1961, tornou-se o primeiro homem a viajar pelo espaço, a bordo da astronave Vostok, que realizou uma só volta, de 108 segundos, ao redor da Terra. Foi também o primeiro a experimentar a sensação de ausência de peso e suas conseqüências físicas para o organismo humano. Por meio dele, a medicina espacial teve dados mais concretos para prosseguir em suas pesquisas, visando à proteção absoluta aos astronautas.

38. Jacob Ludwing Grimm (1785-1863) e Wilhelm Karl Grimm (1786-1859)
Pesquisadores alemães da filologia e do folclore. Entre as muitas obras de Jacob, destaca-se a Gramática alemã, considerada como a origem da filologia germânica. Wilhelm, entre outras, publicou Lendas alemãs.
A obra mais conhecida dos irmãos Grimm é Contos de fadas para crianças, de 1857. Em 1854, publicaram o primeiro volume do Deutsches Wörterbuch, o dicionário alemão de referência.

39. Jacques Yves Costeau (1910-1997)
Oficial da Marinha francesa, oceanógrafo e diretor de documentários. Realizou diversas expedições oceanográficas com seu barco Calypso, bem como, filmes de curta e longa metragem e várias séries para televisão.
Dedicou grande parte de sua vida a explorar e defender a vida marinha. Costeau desenvolveu a primeira estação de mergulho subaquático e participou da invenção do escafandro autônomo e da garrafa de oxigênio, em 1943, o que permitiu aos mergulhadores moverem-se livremente sob a água durante períodos prolongados.

40. Jean-Paul Sartre (1905-1980)
Filósofo e escritor francês. Fundou com Simone de Beauvoir, entre outros, a revista Lês temps modernes. Foi considerado um socialista independente ativo a partir de 1947. Em 1964, recusou o Prêmio Nobel de Literatura. Suas obras filosóficas combinam a fenomenologia de Edmund Husserl, a metafísica de Georg Wilhelm Friedrich Hegel e de Martin Heidegger e a teoria social de Karl Marx, numa visão unificada que foi denominada existencialismo.
Destacaram-se dentre as obras: A náusea (1938), a série narrada inacabada Os caminhos da liberdade a sua autobiografia, As palavras.

41. Joana D'arc (c.1412-1431)
Heroína francesa. Notabilizou-se quando, comandando um pequeno contingente de soldados franceses, derrotou os exércitos ingleses em Orléans e Patay, correspondendo à tarefa que lhe havia sido confiada pelo rei Carlos VII, em 1429.
Posteriormente foi aprisionada pelos borguinhões e vendida aos ingleses. Condenada por heresia, foi morta em fogueira, em 1431. A Igreja Católica canonizou cinco séculos depois.

42. João Calvino
Teólogo francês. É considerado pelas seitas protestantes, da tradição reformada, como principal expoente da Reforma protestante. Em 1536, visitou Genebra, chamado por Guilherme Farel, para participar do movimento reformista da cidade, do qual foram ambos expulsos.
Em 1541, voltou a Genebra para, novamente, dirigir o movimento reformista. Redigiu o rascunho das novas Ordens - que o Governo modificaria e adaptaria como constituição - regulamentando, simultaneamente, assuntos sagrados e profanos. Propôs a melhoria das condições de vida dos habitantes através da construção de hospitais e instalação de novas indústrias. Calvino procurou aproximar-se da palavra de Deus e exortou a Igreja a recuperar sua pureza original.

43. João Paulo II (1920-2005)
Papa polonês. Foi eleito Papa em 1978, sucedendo a João Paulo I. Em 1964, tornou-se arcebispo de Cracóvia e em 1967, cardeal. Participou do Concílio Vaticano II e representou a Polônia, entre 1967 e 1977, em cinco Sínodos Episcopais internacionais. Através de sua orientação ideológica, seu conservadorismo e suas viagens pelo mundo, têm valorizado o papel do papa, dentro e fora a Igreja Católica. Teve grande influência na restauração da democracia e liberdade religiosa no Leste europeu. Luta contra os dissidentes no seio da Igreja e reafirma a posição católica contra o homossexualismo, o aborto, os métodos artificiais de reprodução humana e controle da natalidade, sendo que se declara a favor do celibato sacerdotal. É contrário à secularização da Igreja, à ordenação das mulheres e à nomeação de sacerdotes para cargos oficiais. Sua gestão dirige-se mais para a ortodoxia oriental e o anglicanismo do que para o protestantismo ocidental.

44. João XXIII (1881-1963)
Papa italiano. Inaugurou uma nova era na história do catolicismo, graças a sua receptividade à reforma da Igreja. Seus maiores êxitos foram a convocação do Concílio Vaticano II, de 1962 e 1965, com o objetivo de renovar a vida religiosa católica através da atualização do ensino, da disciplina e da organização da Igreja, estimular a unificação dos cristãos, expandir o ecumenismo e possibilitar a aproximação de outras crenças.
Sua tolerância, seu otimismo e brilhante personalidade granjearam-lhe o carinho de milhões de pessoas dentro e fora da Igreja. No final de seu pontificado, tornara-se o papa mais querido da época contemporânea.

45. Johannes Gutemberg (entre 1394 e 1399-1468)
É discutivel a informação de ter sido o alemão Gutenberg o descobridor da imprensa. O processo da impressão de letras já era conhecido há séculos no Oriente, passando da China ao Japão. Livros impressos datados de 1330 provam que a imprensa já existia antes de Gutenberg ter nascido. Na realidade, a sua contribuição para o desenvolvimento da imprensa foi referente ao aperfeiçoamento da tipografia, ou seja, o sistema de letras móveis. Virou celebridade ao imprimir a Bíblia.

46. John Fitzgerald Kennedy (1917-1963)
Político americano. Iniciou sua carreira política em 1946. Em 1960 foi escolhido para candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos. Derrotou o candidato do Partido Republicano Richard Nixon, tornando-se o trigésimo Presidente dos Estados Unidos. Durante seu governo defendeu a política da não segregação racial, o combate ao desemprego e uma nova lei do salário mínimo, sendo aprovado pelo Congresso, após sua morte em 1964, pela Lei dos Direitos Civis.
Foi assassinado quando desfilava, em carro aberto, em visita à cidade de Dallas. Até hoje sua morte permanece envolta de dúvidas.

47. John Locke (1632-1704)
Filósofo inglês, fundador da escola do empirismo. Em 1690, seu pensamento filosófico, desenvolvido em Ensaio sobre o entendimento humano, destacou o papel dos sentidos na busca do conhecimento. Locke afirmava que a mente, no momento do nascimento, é como uma folha em banco sobre a qual a experiência imprime o conhecimento. Não acreditava na intuição, nem nas idéias inatas.
Em seus dois Tratados sobre o governo civil, criticou a teoria do direito divino dos reis e afirmou que a soberania não reside no Estado, mas no povo. Escreveu de Também Pensamentos ficam sóbrio uma educação e Racionalidade fazem cristianismo.

48. John Von Neumann (1903-1957)
Matemático norte-americano nascido na Hungria. Desenvolveu o ramo da matemática conhecido como teoria dos jogos, que analisa matematicamente as estratégias em situações competitivas.
Destacou-se por suas contribuições para a teoria quântica e a estatística. Também é conhecido por projetar computadores eletrônicos de grande velocidade para a época.

49. Joseph Lister (1827-1912)
Cientista e cirurgião escocês. Descobriu, em 1867, o método anti-séptico que o tornou uma das personalidades mais importantes na história da cirurgia. Lister notou o valor da grande descoberta de Pasteur sobre bactérias e procurou a maneira mais favorável de aplicá-la em cirurgia, levando assim, com a ligadura dos vasos sangüineos, com material absorvível pelos tecidos.

50. Joseph Vissanonovich Djugashvli-stalin (1879-1953)
Político e estadista soviético. Destacou-se como participante dos movimentos revolucionários russos. Com a morte de Lênin foi escolhido para ocupar a chefia do governo soviético. Permaneceu por longo tempo no poder e modelou os aspectos que caracterizam o regime soviético.
Em junho de 1941 as tropas alemãs invadiram a União Soviética, durante a II Guerra Mundial, apesar do pacto germano-soviético de 1939. O exército encontrava-se muito debilitado pelos expurgos políticos da década de 1930. Stalin comandou pessoalmente a guerra contra a Alemanha nazista e, após a vitória soviética na batalha de Stalingrado, afirmou-se como um dos líderes mundiais.

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