Personagens do nº 51 ao 75

51. Joseph Von Fraunhofer (1787-1826)
Físico alemão. Dedicou-se à invenção e ao aperfeiçoamento de instrumentos ópticos. Seus trabalhos contribuíram para a evolução da ciência óptica, principalmente no estabelecimento das bases científicas da moderna análise espectral. Dentre seus inventos podemos destacar: um novo micrômetro de precisão, uma máquina para polir superfícies esféricas, um heliômetro, etc.

52. Josip Broz Tito (1892-1980)
Político iugoslavo. Foi presidente do seu país, onde estabeleceu um regime comunista independente da União Soviética (URSS), ao término da II Guerra Mundial. Participou da fundação do Partido Comunista Croata. Após um período de prisão e tendo adotado o apelido de Tito viajou a Moscou para participar da Internacional Comunista.
Devido ao ataque da Alemanha nazista à Iugoslávia e à URSS, em 1941, criou um movimento guerrilheiro, do qual participaram os vários povos Iugoslavos. Com a derrota dos alemães em 1945, o país ficou reunificado sob o controle total do seu governo, estabelecendo-se um regime de partido único. Implantou reformas econômicas liberais com a autogestão nas empresas, assim como uma discreta descentralização do partido e do poder governamental.

53. Karl Marx (1818-1883)
Filósofo alemão, criador, junto com Friedfich Engels, do socialismo científico. Em 1847, Marx escreveu com Engels o Manifesto comunista, cujas teses constituem a base do materialismo histórico.
Foi expulso da Alemanha, procurando refúgio em Londres. Nessa cidade, elaborou a base doutrinária da teoria comunista. Apresentada em três volumes e denominada Das Kapital (O Capital) (1867-1894), uma análise histórica e detalhada da economia do sistema capitalista, e na qual a classe trabalhadora é vista como explorada pela classe capitalista que se apropria do 'valor excedente' (mais-valia) produzido por aquela. Foi depois da morte de Marx que seu pensamento começou a prosperar dentro do movimento operário.

54. Kublai Khan (1214-1294)
Senhor dos mongóis a partir de 1260, Kublai Khan completou a conquista da China que seu avô Gêngis Khan começara. Em 1271, tornou-se o primeiro imperador da dinastia Yuan. Fazendo de Pequim capital do reino, Kublai Khan fomentou a agricultura e os negócios, estimulou as artes, manteve muitas instituições chinesas, incentivou a tolerância religiosa. O esplendor de sua corte captou a imaginação de viajantes ocidentais, inclusive o famoso aventureiro italiano Marco Pólo.

55. Kwame Nkumah (1909-1972)
Primeiro chefe de governo de (1957 a 1960) e presidente de 1960 a 1966 de Gana. Teve uma importância fundamental no processo de independência da Costa do Ouro (1957), que a partir de então passou a chamar-se Gana.
Nkrumah também desempenhou um importante papel ma criação da Organização para a Unidade Africana (OUA) em 1963. Criou um regime de partido único, autoproclamou-se presidente vitalício e promoveu ativamente o culto a sua personalidade. Foi deposto por um golpe de Estado.

56. Leon Tolstoi (1828-1910)
Romancista e filósofo russo. De origem nobre, teve, todavia, uma infância atribulada e triste em conseqüência de sua orfandade aos nove anos de idade. Tomou parte na guerra da Criméia.
Em 1852, publicou sua primeira obra, A infância. Em 1869, escreveu suas obras-primas Guerra e Paz e Anna Karenina. Viajou pela Suíça, França e Alemanha e elaborou algumas obras. De regresso à pátria, renunciou a todos os seus bens representados em dinheiro, propriedades e direitos autorais, passando então a viver como simples camponês. Fez-se profeta de uma nova seita, tornou-se vegetariano e escreveu: Minha confissão, dentre outras. Foi excomungado pela Igreja como herege e ateu. É considerado, hoje, o maior escritor russo.

57. Leonardo Da Vinci (1452-1519)
Pintor, escultor, engenheiro, arquiteto, músico, anatomista, matemático, físico e ilustrador científico italiano. Desempenhou várias atividades: pintor, arquiteto, músico, mestre-de-cerimônias, técnico em balística. Dedicou-se aos engenhos de guerra e aos planos de irrigação artificial, com a mesma perfeição com que pintou a última ceia. Suas atividades são interrompidas pela invasão dos franceses ao norte da Itália. Uniu-se nesta ocasião a César Borgia, e partiu para Florença, onde iniciou a "Mona Lisa", dedicando-se a esta obra de 1503 a 1506. Quase no fim da vida, aceitou a proteção dos invasores franceses na pessoa de Francisco I, retirando-se para o castelo de Coux. Deixou um rico patrimônio cultural.

58. Louis Braile (1809-1852)
Professor de cegos francês. Aos três anos de idade perdeu a visão e aos dez, ingressou no Instituto de cegos de Paris. Foi organista de várias igrejas da cidade. Fez publicar o seu sistema, em 1826, com o título Sistema de escrita para uso de cegos. Mais tarde aplicou o seu método às notas musicais. Em 1838, publicou também uma aritmética para cegos.

59. Louis Jacques Mande Daguerre (1787-1851)
Francês. Foi um dos criadores da fotografia. O sonho de Daguerre era a reprodução espontânea das imagens recebidas na câmara escura, o que posteriormente veio a chamar-se Fotografia.
No ano de 1833, descobriu que uma placa, exposta à ação dos vapores de iodo, ficava coberta de uma superfície sensível de iodureto de prata, que se ressentia da ação da luz. A alteração era apenas visível, porém Daguerre considerou que o processo poderia ser aperfeiçoado se submetesse a referida placa à ação dos vapores de mercúrio. Desta forma, a imagem pode ser fixada, dissolvendo com cianureto de potássio o excesso de iodureto de prata inalterado.

60. Louis Pasteur (1822-1895)
Químico e biólogo francês. Celebrizou-se pelos seus trabalhos sobre as fermentações, a profilaxia do carbúnculo e da raiva, através da vacina anti-rábica e, de um modo geral, de todas as doenças contagiosas. Com a continuidade dos estudos sobre fermentação, lançou a teoria da geração espontânea. Inventou também, um método de conservação de alimentos denominado pasteurização. Por seus trabalhos prestados à humanidade, foi considerado um dos maiores cientistas do século XIX. E denominado o "Pai da Bacteriologia".

61. Ludwig Van Beethoven (1770-1827)
Músico alemão. Desde a sua infância recebeu influência da música de Bach e da escola de Mannheim. Foi discípulo de Haydn. Em 1783, foi nomeado acompanhante da capela do príncipe Eleitor e deu lições de piano para as famílias de prestígio da cidade.
A surdez prematura, desde a idade de trinta anos, o impediu de tocar em concertos. Foi um homem solitário e apaixonado pela natureza. Suas principais obras foram: Sonata ao Luar; Patética, Appassionata, Nona sinfonia, etc.

62. Luís XIV (1638-1715)
Rei francês de 1643 a 1715. A ele é atribuída a frase: "L'État c'est moi" (O estado sou eu). Era chamado de "Rei-Sol". Impôs um governo absolutista na França e empreendeu uma série de guerras com o objetivo de dominar a Europa. Subiu ao trono ainda menor de idade, sendo sua mãe Ana D'Austria, era a sua regente e o cardeal Mazzarino o primeiro-ministro.
Aos 23 anos, pôde estabelecer seu governo próprio, e tinha como auxiliar o ministro Colbert, das Finanças. Colbert, visando aumentar a riqueza do Estado, aplicou a política mercantilista, protegendo e regulamentando a indústria e criando várias companhias de comércio.
Durante o seu reinado houve grande desenvolvimento das artes e das ciências. Foi o construtor do palácio de Versalhes.

63. Manuel I (1469-1521)
Rei de Portugal de 1495 a 1521. Durante seu reinado ocorreu o descobrimento do Brasil e grandes explorações. Financiou a famosa expedição de Vasco da Gama que descobriu uma rota marítima segura para as índias, assim como a viagem de Pedro Álvares Cabral que chegou ao Brasil. Apoiou, também, as expedições de Gaspar Corte-Real e de Alfonso de Albuquerque. Era cognitado de "O Vebturoso".

64. Mao Tsé-Tung
Político, escritor e líder político chinês. Em 1921, fundou o Partido Comunista Chinês. Liderou o processo revolucionário chinês contra o governo de Chiang Kai-chek. Uniu-se a esse opositor, na defesa do território chinês contra a invasão japonesa durante a II Guerra Mundial. Terminada a guerra, voltou a liderar o movimento revolucionário que culminou com a instalação da República Popular da China, em 1949.
Após ter tomado o poder, empreendeu profundas reformas econômicas, sociais e políticas.

65. Marco Pólo (c.1254-1324)
Viajante veneziano de nobre família, que, em 1271, acompanhou seu pai e seu tio para a China, onde chegou a ser conselheiro de Kublai Khan. Em seu retorno, publicou suas aventuras, que duraram uns vinte e cinco anos. Sua viagem foi a primeira das grandes explorações que se fizeram na Ásia e as indicações que deixou foram as únicas fontes que serviram mais tarde para o estudo da geografia e cartografia do Extremo Oriente.
Trouxe consigo numerosas e fabulosas riquezas.

66. Maria Sklodowska Curie
Física, nascida em Varsóvia; criou a palavra radioatividade. Esposa e colaboradora do célebre físico Pierre Curie. Doutorou-se, em Paris, em ciências físicas e matemáticas. Em 1895, casou-se com Curie. Em 1904 obtiveram, juntamente com Becquerel, o prêmio Nobel de Física. Sucedeu a seu esposo na cátedra criada por ele, na Sorbonne.
Maria Curie, que continuou todos os trabalhos empreendidos por seus esposo, em 1911, obteve o Prêmio Nobel de Química. Foi a primeira mulher a receber o Nobel.

67. Martin Luther King (1929-1968)
Religioso e líder anti-segregacionista norte-americano. Em 1955, ajudou a organizar e liderou as grandes manifestações negras, contra a segregação (afastamento) racial, em Alabama. Dois anos depois, fundou a Conferência de Liderança Cristã dd Sul, com o objetivo de contribuir para a educação dos negros, formando-se como líderes para protestar pacificamente contra a segregação racial nos Estados Unidos. Por sua ação anti-segregacionista, foi preso inúmeras vezes.
Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964. Foi assassinado em 1968, nos Estados Unidos.

68. Martinho Lutero (1483-1546)
Teólogo e reformador religioso alemão, iniciou a reforma protestante, em 1517. Foi um atuante pregador, professor e administrador. Estudando o Novo Testamento para preparação de suas aulas, convenceu-se de que os cristãos são salvos não pelos seus próprios esforços e méritos, mas pelo dom da graça de Deus, aceita pela fé.
Esta posição valeu-lhe um inquérito, uma condenação a seus ensinamentos e sua excomunhão pelo papa Leão X. Foi convocado para retratar-se ante as autoridades eclesiásticas, mas se negou. A partir dali, manteve-se no castelo de Frederico, o Sábio, onde iniciou a tradução do Novo Testamento, do original grego para o alemão, importante contribuição para o desenvolvimento da língua alemã. Destacaram-se, entre outras obras: Da liberdade do cristão, Manifesto à nobreza cristã da nação alemã.

69. Michael Faraday (1791-1867)
Físico e químico inglês. É considerado o pai dos motores elétricos. Iniciou suas pesquisas sobre difusão de gases, e conseguiu liquefazer vários deles. Escreveu um importante trabalho: Manipulações químicas. Seus estudos sobre a eletricidade em relação com o calor e a luz, levaram-no à conclusão de que não passam de agentes naturais de uma mesma força, variando nos efeitos. Alguns de seus trabalhos são: Pesquisas experimentais de Física e Química, Preleções sobre a história química de uma vela, As várias forças da natureza, etc.

70. Michelangelo Buonarroti (1475-1564)
Escultor, pintor, poeta e arquiteto italiano. Aos 13 anos de idade, e contra a vontade de seu pai foi aprendiz do mestre Ghirlandaio na decoração das paredes da igreja de Santa Maria Novella. Os trabalhos que lhe eram dados superavam os originais, motivo pelo qual, Ghirlandaio, desprestigiado, o enviou para Bertholdo no Jardim dos Medici.
Michelangelo encontrou nesse escultor o seu verdadeiro mestre. Produziu a sua primeira obra A batalha de Centauros. Com a morte de seu protetor, transferiu-se para Bolonha, e em seguida, para Roma, onde é incumbido, em 1498, de modelar Cristo e a Mãe, para a igreja de São Pedro. Sua obra, muito vasta, tem como elementos principais: os afrescos da Capela Sistina, no Vaticano (executou essa obra de 1508 a 1512); as esculturas de David e Moisés; a cúpula da Catedral de São Pedro; a Criação de Adão e o Juízo final.

71. Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616)
Escritor espanhol. Estudou com os jesuítas em Servilha. Mais tarde partiu para a Itália, onde aprofundou os seus estudos. Buscou intenso conhecimento dos autores famosos, espanhóis e italianos, de sua época. Teve intensa participação militar, sendo que em uma das batalhas feriu-se na mão esquerda, tendo em virtude disso ficado inválido dela. Escreveu: La Galatea, Novelas Ejemplares, Viaje del Parnaso, etc. As suas principias obras foram: El ingenioso hidalgo Don Quijote de la Mancha e Don Quijote (2ª Parte). É considerado um dos maiores vultos da literatura mundial de todos os tempos, sendo que suas obras apresentam características renascentistas e barrocas.

72. Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1958)

Filósofo, político e místico indiano. Estudou na Grã-Bretanha e licenciou-se em Direito pela University College de Londres. Foi advogado em Bombaim e mais tarde em Durban.
Durante sua estada na África do Sul, foi tratado como membro de uma raça inferior, razão pela qual iniciou sua longa luta a favor dos direitos civis de todas as raças.
Gandhi conduziu toda a Índia à independência em 1947, depois de quase dois séculos de dominação inglesa. A estratégia de Gandhi era chamada de Satyagraha e, além da não-violência, incluía o boicote (punição) às mercadorias inglesas, desobediência civil, marchas e jejuns.
Recebeu o título da Mahatma (grande alma). Foi assassinado em 1948 por um membro de um grupo extremista hindu.

73. Napoleáo Bonaparte (1769-1821)
Imperador da França de 1804 a 1815. Consolidou e instituiu muitas reformas da Revolução francesa. Foi nomeado cônsul, em 1799. Tinha a esperança de construir uma federação de governos livres em toda a Europa. Em 1804, foi proclamado imperador e coroado por Pio VII, em Paris. Conseguiu as vitórias em Marengo, Austerliz, conquistoui Nápoles.
Em 1810, toma como esposa Maria Luísa da Áustria (irmã da princesa Leopoldina, imperatriz do Brasil), após anular seu casamento com Josefina.
Na campanha da Rússia foi derrotado. Mais tarde foi obrigado a abdicar, passando para a ilha de Elba, de onde fugiu desembarcando em Cannes com 800 homens. Instalou-se em Tulherias, de onde ainda governou 100 dias. Até que em Waterloo, em 1815, foi derrotado definitivamente e desterrado para a ilha de Santa Helena, onde veio a falecer após seis anos em exílio.

74. Nelson Mandela (1918)
Político da África do Sul. Primeiro presidente da República, eleito,em 1994, de raça negra daquele país. Em 1944, fundou o ramo juvenil do Congresso Nacional Africano (ANC). Após a matança de Sharpeville, foram proibidos o ANC e o Congresso Nacional Pan-africano (PAC). Em 1962, foi detido, acusado de rebelião e de abandonar ilegalmente o país, sendo condenado a cinco anos de prisão e, posteriormente, à prisão perpétua.
Foi libertado em 1990, após a legalização da ANC. Em maio de 1994, venceu as primeiras eleições gerais nas quais foi concedido o direito de voto a todos os grupos raciais. Recebeu, juntamente com De Klerk, em 1996, o Prêmio Nobel da Paz, em reconhecimento aos seus esforços para a democracia e integração racial da África do Sul.

75. Nicolau Copérnico (1473-1543)
Astrônomo polonês. Quando Copérnico demonstrou o duplo movimento dos planetas sobre si mesmos e à volta do Sol, o papa condenou essa teoria por acha-la contrária às escrituras. O livro que continuaessa teoria foi publicado alguns meses antes da morte de Copérnico: o célebre tratado De Revolutionibus orbium Coelestium Libri VI. As suas observações e a teoria a respeito do movimento dos astros são tidas como bases fundamentais da moderna astronomia.

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