Personagens do nº 76 ao 99

76. Niels Bohr (1885-1962)
Físico dinamarquês. Iniciou seus estudos aplicando a teoria de Max Plank ao estudo do espectro do hidrogênio. Em 1913, apresentou sua própria versão da estrutura atômica. Em 1922, recebeu o Prêmio Nobel de Física pela sua e descoberta. Criou então o Instituto de Física Técnica em Copenhague.
Em 1932, anunciou que, ao se bombardear o núcleo do urânio 235 com nêutrons livres, ele se dividia em dois, liberando mais nêutrons. De seus estudos iniciou-se o movimento para o desenvolvimento da bomba atômica e o aproveitamento da energia atômica para fins pacíficos.

77. Otto Von Bismarck-Schönhausen (1815-1898)
Político prussiano. Unificou os estados alemães em um único Império. Reuniu todos os estados do norte e centro da Alemanha na Confederação da Alemanha do Norte. Como cônsul Imperial, em sua política externa buscou fortalecer o Império estabelecendo uma rede defensiva de aliados; quanto à política interna, lutou contra todos aqueles que questionavam suas medidas.

78. Pablo Ruiz y Picasso (1881-1973)
Pintor espanhol. Além da pintura, dedicou-se à escultura, ao desenho, à gravação, a ilustração e à cerâmica.
Na Guerra Civil espanhola aderiu à causa republicana, colocando-se contra as tropas falangistas e pró-fascistas do general Francisco Franco. Este episódio de sua vida acabou por marcar sua obra. Assim elaborou a sua obra: Guernica, em 1937, que não permitiu que ficasse na Espanha, até que a democracia fosse ali restaurada e enquanto predominasse o franquismo. Filiou-se ao Partido Comunista Francês, em 1944. Nove anos depois foi convidado para pintar um capela do século XV, situada próxima a Vallauris, onde pintou dois de seus famosos painéis: Guerra e Paz.

79. Pedro I (1672-1725)
Czar da Rússia. Suas companhias militares e esforços de modernização tornaram a Rússia um império influente na Europa. A introdução de idéias e práticas científicas, tecnológicas, culturais e políticas da Europa, durante seu reinado, contribuíram para tornar a Rússia uma grande potência européia.
Em 1703, Pedro I fundou São Petesburgo, transformando-a em capital da Rússia, em 1715. Foi proclamado imperador, em 1721, criando o Império russo. Introduziu reformas internas que implicaram a modernização da Rússia. Pedro governou a Rússia de acordo com os princípios absolutistas. Era cognominado (apelidado) Pedro I "O Grande".

80. Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955)
Sacerdote, geólogo, paleontólogo, filósofo e teólogo francês. Elaborou uma interpretação evolucionista da humanidade e do Universo, compatível com o cristianismo. A chave de seu pensamento era a teoria científica da evolução. Sua principal obra, O fenômeno Humano, de 1955, expunha uma visão evolutiva a partir de original perspectiva científico-religiosa.

81. Rafael (1483-1520)
Pintor renascentista italiano. Considerado um dos maiores e mais importante artistas de todos os tempos. Entre suas primeiras obras, realizadas em Perúgia, destacam-se grandes composições, como O casamento da Virgem.
Em 1508, foi para Roma, a convite do Papa Júlio II, que o encarregou da decoração mural de quatro pequenos aposentos do Palácio do Vaticano. Entre as pinturas de cavalete desse período romano, destacam-se o retrato de Júlio II, A Madonna Sistina (c.1514) e a Transfugação.

82. René Descartes (1596-1650)
Filósofo francês, cientista e matemático. Buscou aplicar à filosofia os processos racionais indutivos da ciência, mais concretamente da matemática. Rejeitou o método escolástico, afirmando não crer em qualquer verdade até haver estabelecido as razões para tal. O único conhecimento seguro, para ele, era o que expressou em sua famosa frase: Cogito, ergo sum ("Penso, logo existo"), manteve a existência de Deus.
Na área da ciência, destacam-se seus estudos de óptica e sua descoberta da lei fundamental da reflexão. Foi o primeiro matemático a tentar classificar as curvas conforme o tipo de equações que as produzem, além de ter contribuído para a elaboração da teoria das equações. Entre suas obras, destacam-se: Ensaios filosóficos de 1637 e Meditações metafísicas.

83. Robert Koch (1843-1510)
Bacteriologista e médico alemão. Considerado um dos maiores bacteriologistas de todos os tempos. Formou-se na Universidade de Göttingen, em 1882, o bacilo da tuberculose. Em uma missão oficial ao Egito e Índia para estudar a etiologia da cólera, conseguiu, em 1884, provar que o agente cusador da moléstia era o Vibrio choleare. Foi criada especialmente para ele a cátedra de Higiene na Universidade de Berlim, fundando-se ali o Instituto de Doenças Infecciosas, principalemte para o estudo da tuberculose, cólera, lepra e malária.
Em 1905 recebeu o Prêmio Nobel de Medicina.

84. Rudolf Diesel (1858-1913)
Engenheiro alemão. Deve-se a ele, a invenção do motor de combustão interna funcionando sem explosão, por injeção do carburante no ar fortemente comprimido.
Esta invenção, que levou o seu nome, utilizava o gasóleo como combustível. Foi patenteada em 1892.

85. Samuel Finley Breese Morse (1791-1872)
Físico e pintor norte-americano. Inventou um alfabeto especial para ser usado nas transmissões telegráficas. Em 1837, ele apresentou seu invento, um aparelho de telegrafia elétrica muito usado, e um alfabeto que levava o seu nome, o "Código Morse".

86. Santiago Ramón y Cajal (1852-1934)
Histologista espanhol, dividiu com o Italiano Camillo Golgi o Prêmio Nobel de Medicina em 1906. Destacou-se por seu trabalho pioneiro sobre a estrutura fina chamada glia, no sistema nervoso.
Desvendou as mudanças básicas pelas quais passa o neurônio e explicou o mecanismo de propagação do impulso nervoso. Foi também o primeiro a isolar as células nervosas, chamadas células de Cajal, que se encontram perto da superfície do cérebro.

87. Sigmund Freud (1856-1939)
Psiquiatra e neurologista austríaco. Freud desenvolveu a associação livre, na qual seus pacientes simplesmente diziam o que lhes vinha na mente. Utilizou essa técnica, junto com a análise de sonhos, para ajudar os pacientes a expressar seus desejos e experiências reprimidas. A ênfase de Freud no poder do inconsciente ampliou nossa visão da natureza e da sexualidade humanas a abriu a era da psicoterapia.

88. Somon Bolivar (1783-1830)
General e estadista venezuelano. Tornou-se, desde 1813, o condutor máximo da revolução que culminou a independência da América do Sul. Foi o chefe libertador das seis nações da América: Colômbia, Venezuela, Equador, Panamá, Peru e Bolívia do Domínio espanhol, recebendo oficialmente o título de "El Libertador" pelos congressos desses países.
Estimulado pela invasão napoleônica da Espanha em 1810, Bolívar desencadeou uma série de campanhas militares. Em 1821 libertou a Venezuela. Nos quatro anos seguintes expulsou os espanhóis do Equador, do Peru, da Colômbia e da Bolívia (país que lhe teve nome). Em 1830, renuncia à chefia de Nova Granada, que se fragmenta, originando-se dois países: Colômbia e Panamá.

89. Simone de Beauvoir (1908-1986)
Romancista francesa existencialista e feminina, Mulher do filósofo Jean-Paul Sartre, ajudou a popularizar o existencialismo. Autora de romances como A convidada, de 1943 e Os mandarins; de obras autobiográficas, como Memórias de uma moça bem comportada e A cerimônia do adeus; além dos ensaios O segundo sexo e A velhice.

90. Theodor Herzl (1860-1904)
Escritor e jornalista húngaro. Fundou o moderno sionismo político, em 1827. Considerado um dos líderes mais influentes deste movimento, levou à criação do Estado de Israel.
Apesar de ter estudado leis em Viena, dedicou-se à literatura. Foi nomeado correspondente, em Paris, do periódico Vienna Neue Freie Presse.
Em 1896, publicou um panfleto, Der Judenstaat (O Estado Judeu), que defendia o estabelecimento de um Estado judaico. Em 1897, convocou um congresso sionista, que se reuniu em Basiléia. Como resultado do congresso, foi escolhida a Palestina como o local do futuro Estado de Israel, devido a seus vínculos com a história dos hebreus.

91. Thomas Alva Edson (1847-1931)
Físico americano. Foi o inventor de grande número de aparelhos elétricos, entre os quais o fonógrafo, inventado em 1877. Dois anos depois, veio a lâmpada elétrica e, para isso, realizou mais de 1200 experiências. Sua lâmpada, com um filamento de algodão carbonizado, permaneceu acesa durante 40 horas.
Nos anos que se seguiram o inventor passou a utilizar filamentos de papel, bambu e celulose. Em 1891, depois da lâmpada, Edison inventa o cinetoscópio, máquina capaz de tirar fotografias contínuas, dando ilusão de movimento. Durante sua vida, conseguiu patentear 1033 inventos.

92. Thomas Jefferson (1743-1826)
Político e filósofo, autor da Declaração da Independência, em 1776, e terceiro regente dos Estados Unidos, de 1801 a 1809. Possuía grandes conhecimentos de história, literatura, direito, arquitetura, ciências e filosofia. Como diplomata e amigo de intelectuais britânicos e franceses, teve acesso direto à cultura a ao pensamento europeus, que aplicou em seu país.
Em seu primeiro mandato, como presidente, realizou a compra de Louisiana e a organização de uma expedição para explorar o novo território. Em seu segundo mandato teve menos Êxito. Com o objetivo de obrigar os ingleses a respeitarem a neutralidade dos Estados Unidos no alto-mar durante as guerras napoleônicas, convenceu o Congresso a bloquear todo o comércio com a Grã Bretanha, manobra essa que arruinou a economia do país durante uma geração e tornou a Nova Inglaterra, que vivia do comércio exterior, uma inimiga do país.

93. Tomás de Aquino (1225-1274)
Filósofo e teólogo italiano. Suas obras o transformaram na figura mais importante da filosofia escolástica e um dos teólogos mais notáveis do catolicismo.
Em 1243, entrou para a ordem dos dominicanos e estudou com o filósofo alemão Alberto Magno. Influenciado pela filosofia de Santo Agostinho, organizou o conhecimento de seu tempo, colocando-se a serviço da fé cristã. Em seu esforço para reconciliar fé com intelecto, criou uma síntese filosófica das obras e ensinamentos de Aristóteles, santo Agostinho, Averróis, Avicena, Maimônides e Solomon bem Yehuda ibn Gabirol. Entre seus escritos destacam-se: Scripta super libros Setentiarum, escrito c.1256, Summa contra Gentiles, Summa theologica. Foi canonizado, em 1323, pelo papa João XXII e em 1567, o papa Pio V proclamou-o Doutor da Igreja.

94. Vasco da Gama (1468-1524)
Além de navegador, foi o sexto governador e vice-rei da Índia. Em 1497 saiu em expedição, a fim de descobrir os novos caminhos para as Índias, com uma frota de quatro pequenos navios. Depois de uma viagem tumultuosa, cheia de incidentes, Vasco da Gama aportou em Moçambique no dia 2 de março de 1498.
Em 20 de maio ancorou em Calecut, sendo recebido pelo rajá com grande ostentação.
Foi nomeado almirante-mor das Índias, pois sua viagem significou o estabelecimento de uma ponte comercial para a compra direta, sem intermediários, das especiarias.

95. Vitória I (1819-1901)
Rainha da Grã-Bretanha e Irlanda e imperatriz da Índia. Governou durante 64 anos (1837-1901). Desde o começo de seu reinado, desenvolveu um grande interesse pelas tarefas de governo, sendo assessorada pelo primeiro-ministro, Iord Melbourne, chefe do partido Liberal, que exerceu uma influência permanente.
Seu reinado, denominado "Era Vitoriana", é considerado o símbolo da consolidação do Império Britânico. Sua época se caracterizou pela ascensão da classe média e pelo conservadorismo.

96. Vladimir Iliich Ulianov - Lenin (1870-1924)
Líder revolucionário russo, pseudônimo Lênin. Em 1900, foi chefe do Partido Socialista Radical tomando parte em vários congressos e atos de propaganda. Fundador, em 1917, do Estado que se tornaria a União Soviética, sendo presidente do primeiro governo instalado depois de Revolução Russa.
No mesmo ano, fundou, juntamente com outros extremistas, o jornal Pravda que se opôs a Kerensky, cujo governo moderado decaiu com a ajuda dos bolchevistas, decrescendo de muito o seu poder. Lênin constituiu, a si mesmo, presidente do Conselho de Comissários do povo, negociando a paz com a Alemanha. Conseguiu o comando e o controle da Rússia. Impôs o calendário ocidental. Declarou o ouro monopólio de Governo e homens e mulheres iguais perante a lei.

97. Walt Disney (1901-1966)
Desenhista, produtor e diretor de filmes de desenho animado. Seu primeiro personagem famoso, o camundongo Mickey Mouse, surgiu, em 1928, com a série de curtas Steamboat Willie, marcando o início do cinema sonoro de desenhos animados. Em Flowers and trees, introduziu a cor. Em 1934, criou o pato Donald e passou ao longa-metragem com Branca de Neve e os sete anões, o primeiro da história do desenho animado. Entre as produções de seu estúdio destacam-se: Pinóquio, Fantasia, Bambi, A pequena sereia, Aladim e O rei leão. Recebeu ao longo de sua carreira 26 Oscars.

98. Willian Shakespeare (1564-1616)
Dramaturgo inglês. Shakespeare, aos sete anos, freqüentava a escola Rei Eduardo VI, onde aprendeu latim e grego, além de sua própria língua. Dedicou-se totalmente à leitura, sendo a Bíblia a favorita. Contudo, com 12 anos, porque seu pai enfrentava sérios problemas econômicos, deixou a escola, passando a trabalhar para ajudar no sustento do seu lar.
Já adulto, partiu para Londres estimulado pelas notícias da vida naquele lugar. Relacionou-se no ambiente teatral. Segundo relatos, começou como guardador de cavalos na porta dos teatros, para depois chegar a autor. Suas primeiras produções foram bem acolhidas. O extraordinário sucesso de suas comédias e tragédias, proporcionou-lhe boa situação financeira. Liquidou então as dívidas da família e adquiriu em Stratford verias propriedades. Mais tarde abandonou o teatro, tendo passado seus últimos anos em sua terra natal. Escreveu: Romeu e Julieta(1595), Hamlet(1601), Othelo(1604), Macbeth(1606), entre outras.

99. Winston Spencer Leonard Churchill (1874-1965)
Político britânico. Como primeiro-ministro da Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, Infundiu ânimo nos britânicos para que continuassem a guerra contra a Alemanha nazista. Graças à colaboração com o presidente Franklin Delano Rosevelt, conseguiu ajuda militar e apoio moral dos Estados Unidos. Posteriormente, criticou as reformas sociais do Estado e de bem-estar realizadas pelo governo trabalhista de seu sucessor, Clement Attlee, e foi reconduzido ao cargo de primeiro-ministro; cargo que exerceu de 1951 à 1955. Foi um notável historiador.
Em 1953 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura e o título de Sir.

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