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ESPORTES

    A RELAÇÃO DA APRENDIZAGEM MOTORA COM O DESPORTO DE RENDIMENTO FUTSAL

    “A criança deve ser trabalhada por completo, pois quanto maior for o número de experiências motoras vividas, maiores serão as respostas quando o cervo-motor estiver totalmente formado” (APOLO, 2004, p. 9). “O exercício de uma sequência de movimentos melhora a coordenaçào e leva à habilidade (motricidade fina) e agilidade (motricidade global)”, segundo WEINECK (2000, p.46, apud HOLLMANN;HETTINGER, 1980, p. 11).
    A partir destas afirmativas, entende-se que a aprendizagem motora, que é o processo pelo qual se forma o acervo-motor, responsável pelo gestual utilizado em modalidades desportivas, tem papel fundamental na excelência com relação a execução de movimentos utilizados nessas modalidades, principalmente em se tratando de rendimento. O bom desenvolvimento de componentes motores básicos possibilita à crinça experimentar várias combinações de movimentos, dando a ela um acrevo-motor amplo e facilitando muito o aprendizado de desportos como o futsal, que caracteriza-se por exigir técnicas individuais totalmente influenciadas pelos componentes motores de coordenação, equílibrio e ritmo, habilidades técnicas abertas em relação ao meio ambiente durante a execução dos movimentos, onde o ambiente é variável e imprevisível no decorrer da ação, além de, habilidades cognitivas, onde o importante são as decisões sobre qual movimento fazer em um curto espaço de tempo.
    Os indiviíuos que tem a possibilidade de estimular e experimentar variadas situações motoras adquirem a capacidade de ativar simultaneamente mais unidades motoras de um mesmo músculo, melhorando assim, a coordenação muscular e a capacidade de desempenho no desporto de rendimento, ao contrário de individuos que não passaram por esse processo.
    De acordo com os princípios de transferência, uma aquisição anterior facilita o aprendizado posterior, portanto quanto mais oportunidades, variações e riqueza de movimentos se oferece a uma criança, maiores serão as possibilidades desta aprender e desenvolver novas técnicas, bem como, interpretar no tempo, espaço e situação a resposta para a solução de tarefas ou problemas motores exigidos no desporto de rendimento.
    WEINECK (2000) afirma que, fisiologicamente o processo de aprendizagem motora de gestos desportivos específicos, se dá através de três fases: a fase grosseira, do ponto de vista motor caracterizada por muitas ações supérfluas que acompanaham o movimento, através de estrutura espaço-temporal muito grosseira do movimento; a fase fina, caracterizada pela absorção e assimilação através de feedback cinestésico e da inclusão das experiências motoras prévias; e a fase de automatização também chamada de fase da disponibilidade variável ou consolidação e estabilização, quando o movimento está consolidado podendo ser realizado também sem atenção consciente.
    Logo, toda a base de sustentação dos gestos técnicos dos desportos de rendimento são provinientes do processo de aprendizagem motora bem desenvolvido. As crianças que tiverem durante o processo de aprendizagem motora a oportunidade de experimentar todas as possibilidades de exploração de suas capacidades motoras, através de atividades naturais, tanto incidentais quanto intencionais, terão amplas condições de atuarem com grande desenvoltura no desporto de rendimento, pois a relação da aprendizagem motora com o desporto de rendimento torna-se evidente, a partir do momento que se percebe que o mesmo, exige muito do gestual técnico refinado, desenvolvido e labidado pelo processo da aprendizagem motora.

Prof. Tharcísio Anchieta
Especialista em Metodologia do Aprendizado do Futebol e do Futsal
Especialista em Administração e Marketing Esportivo

E-mail: contato@anchietaesportes.com.br

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBANTI, valdir. Dicionário de educação física e do esporte. 1.ed. São Paulo: Manole, 1994.
APOLO, alexandre. Futsal: metologia e didática na aprendizagem. São Paulo: Phorte, 2004.
WEINECK, jurgen. Biologia do esporte. São Paulo: Manole, 2000.
McARDLE, W .D; KATCH, F. I; KATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1998.
VOSER, rogério. Futsal: princípios técnicos e táticos. 2. Ed. Canoas: editora ULBRA, 2003.
VOSER, R; GIUSTI,J. O futsal e a escola: uma perpectiva pedagógica. Porto Alegre: editora ULBRA, 2002.

    O FUTSAL E A CRIANÇA

    Plenamente identificado como esporte de todas as idades, o futsal tem na criança uma de suas maiores riquezas. Às vésperas de completar o seu meio século de existência, como esporte oficial e genuinamente brasileiro, o futebol de salão cresceu e se solidificou com a importante participação da juventude que, certamente iniciou sua vida esportiva praticando a modalidade. E graças a essa efetiva presença, jamais o nosso futsal se preocupou com a formação de sua base, não ser apenas e tão somente estimulando-a e incentivando-a.

    Na verdade, e como dizem os próprios brasileiros, a criança que adora a bola por natureza, jamais poderia ficar alheia a um esporte que usa a "bola"como o seu maior instrumento. Então a sua prática se tornou avassaladora e hoje, com certeza, o futsal é ainda o esporte mais praticado no Brasil. Em qualquer lugar, nos clubes, nas escolas, nos condomínios, nas indústrias, enfim, há sempre uma quadra para que todas possam praticar o futsal com alegria e prazer, notadamente a criança.

    Felizmente a criança desperta logo para o esporte com o qual tem se saído muito bem, pois além de ser salutar é importante para seu crescimento e desenvolvimento, tanto físico com mental. É o futebol de salão como gosto do brasileiro e muito mais fácil e aceitável, não exigindo maiores detalhes para sua prática, a não ser correr atrás da bola e que permite fazer exercícios constantes durante aquele tempo em está em ação. Portanto o futsal e a criança estão estreitamente ligados.

Dr. Ciro Fontão de Souza
Presidente da Federação Paulista de Futebol de Salão.


    O ADOLESCENTE , AS DROGAS E O ESPORTE

    As drogas estão atingindo um nivel alarmante, em todos os países do mundo, os governos tentam de maneira mais repressiva ou mais branda combate-las de alguma maneira. Claro que ninguém tem a receita para impedir que adolescentes acabem entrando neste mundo sem volta mas, pela nossa experiência podemos dar alguns conselhos que podem ajudar os pais a enfrentar esse grave problema, que atinge cada vez mais nossos adolescentes, com conseqüências graves para seu desenvolvimento, tanto físico como mental.
    Um fato, não existem drogas leves, todas levam à dependência. Desde o álcool até a cocaína. Poderei ser questionado, existem pessoas que não se viciam, realmente existem. Sabe-se hoje que a predisposição genética é, também um fator muito importatne para ser adquirir o vicio mas, para que querer saber se temos a sorte ou o azar dessa predisposição.
    Fumar um baseado hoje pode ser brincadeira, daqui há algum tempo deixará de sê-lo e a necessidade de consumir a droga todos os dias e várias vezes ao dia será um imperativo. Quantos lares são destruidos quantos pais se entregam ao desespero ? E tudo começou com uma simples brincadeira.
    Ao detectarmos o problema em casa, não adianta entrar em desespero ou fingir que ele não existe. É necessário encara-lo de frente, tomar medidas imediatas para que essa tragédia seja banida imediatamente.
    Psiquiatras tem um papel importante na ajuda ao viciado mas, se ele não quiser se recuperar, dificilmente ele sairá do problema.
    Portanto, a prevenção é ainda o melhor remédio. Estar ao lado dos filhos em todos os momentos, não só quando tudo corre bem, principalmente quando as coisas não estão boas. Vivemos hoje numa sociedade altamente competiva, consumista, onde o Ter supera o Ser. Pensar que os adolescentes não estão sujeitos a essa pressão é um absurdo. A adolescência é uma época conturbada, os hormônios agitados, a vontade de romper com a família e o mundo é muito grande. Nós já passamos por isso, estão lembrados ?
    O esporte também ajuda muito a afastar o adolescente das drogas, pois ele ensina diciplina, seguir regras, cansar-se e doar-se a essa atividade. Qualquer esporte disperta essas atitudes. Sendo qualquer esporte importante para o desenvolvimento do adolescente. Não vamos cair no erro que nossos filhos tem que ser campeões em futebol, se ele gosta de atletismo, vamos deixá-los escolher, pois assim o esporte se tornará um prazer e, provavelmente, o manterá afastado das drogas.
    Ame seu filho, procure incentiva-lo, procure ficar perto, procure ouvi-lo. Ele é seu filho.

Marco Lucchesi
Sociólogo


    A CAPOEIRA NA PRË-ESCOLA

    Sendo considerada como atividade física completa e única, a capoeira é ideal para o desenvolvimento físico, principalmente para quem está em fase de crescimento. A idade ideal para se iniciar na prática é a partir dos 5/6 anos, pois nesta fase de crescimento a criança, na pré-escola, depara com um mundo completamente novo a cada dia, cheio de novidades, tendo que desenvolver e adquirir destreza para se defender e transpor os devidos obstáculos a ela impostas. Daí a importância da prática da capoeira, pois irá desenvolver habilidade, trabalhando o corpo e a mente, deixando a criança mais ativa e mais atenta. A partir da percepção do meio social, a criança vai organizando estas informações, relacionando as com afetos (positivos ou negativos) e desenvoldendo uma predisposição para agir ( favorável ou desfavorável) em relação às pessoas e aos objetos presentes no meio social.
   O comportamento humano está diretamente e indiretamente ligado a uma sociologia das motivações que são incorporados no indivíduo pela educação ou pelas relações socio-culturais. "Tornando o movimento o meio mais humanizado de comunicação com o mundo."

Ana Maria Gomes da Silva
Graduada do 7 período de Educação Física - Faculdade Ítalo Brasileira
email: haramg@bol.com.br


    A IMPORTÂNCIA DE BRINCAR

A Dificuldade de espaço e tempo dos pais para brincar com seus filhos;
...hoje sabemos do perigo que é deixar uma criança brincar na rua ou em um terreno vazio ou até mesmo em uma praça, existem N fatores que nos fazem pensar mais de uma vez antes de deixar que essa criança saia de perto de nós, por outro lado não podemos ir contra a natureza que faz com que a criança tenha a necessidade de correr, pular, saltar, esconder, cair, levantar, engatinhar, etc, é o que chamamos de movimentos naturais ou básicos, é fácil de entender é só nos lembrarmos do nascimento de um potrinho que mal acaba de vir ao mundo e já sai correndo pelo pasto a criança tem essa necessidade também, quem não se lembra das brincadeiras de rua dos pega-pegas, esconde-esconde, mãe da rua, o campinho no terreno vazio ou o clubinho da cabana, enfim lembranças de criança, boas lembranças.
Será que no futuro nossas crianças, irão dizer essa mesma frase voltada para a realidade de alguns hoje.
“quem não lembra da brincadeira do seu primeiro jogo no vídeo game e depois dos jogos do meu computador dos games e dos carrinhos de controle remoto do meu futebol virtual há quanta saudades das manhãs e tardes de frente a televisão, assistindo os pokemons e digimons.”
Hoje sabemos que o brincar implica no desenvolvimento corporal, ou seja é só compararmos uma criança que mora que brinca desenvolve a auto estima, auto confiança, auto crítica, aprende a ser sociável, respeitar regras, etc.
Também não podemos deixar de citar o desenvolvimento corporal, ou seja é só compararmos uma criança que mora em apartamento e raramente brinca e uma criança que mora na periferia onde ela tem acesso a árvores anda descalça, anda de bicicleta, solta pipa, etc. (é bom dizer que essas crianças não tem a mesma estrutura ou condição social de crianças da classe média alta, mas isso é uma outra questão).
O que eu quero dizer é que se pegarmos duas crianças da mesma idade e elas começarem a treinar futebol no mesmo dia, fica claro a criança que brinca e a que passa a maior parte do seu tempo em frente ao videogame ou televisão, não que devemos priva-la ou ir contra a modernização, assim como algumas crianças tem tempo para aula de pintura, aula de inglês, aula de informática, aula de futebol, aula de natação, etc, é preciso que se tenha hora de brincar, você já reparou se seu filho sabe brincar sem uma bola ou outro brinquedo qualquer ?
Pois, é ai que vocês (pais) entram, brincar com seu filho participar, vire criança as vezes corra atrás dele brinque de esconde-esconde, pega-pega, pegue ele no colo, faça cavalinho é simples é só lembrar de quando era criança, se não quiser brincar pois pode sentir - se ridículo correndo por ai feito criança, pelo menos o ensine, ou organize alguma brincadeira quando tiver oportunidade, já é muito importante estar perto dele quando estiver brincando mas não tome decisões por ele deixe que ele se entenda com outras crianças, criem suas regras e conheça seus limites, a criança vai se sentir segura com a sua presença, não quer dizer que é para ficar ali sentado no meio da brincadeira é se interessar fazer com que ela perceba que está ali vendo o que faz, assim ela vai notar que além de pai você é um amigo e isso é importante, porque se confia em um amigo, algo que venha acontecer amanhã ou depois, alguma dúvida que surgir ela com certeza vai falar a esse amigo (você), a brincadeira entre pai e filho não deixa de ser um canal de ligação entre o relacionamento dos dois.
É importante que se deixe claro entre pai e filho que existem momentos de brincar e momentos de ser sério, é comum a criança se confundir nessa relação.
Jogar bola, fazer uma pipa, andar de bicicleta, construir juntos um carrinho de rolimã, fazer um “aviãozinho” ou “barquinho” de papel e tantas outras coisas que parecem sem valor algum é muito importante para a criança pois é o ato da atenção de companheirismo de fazer algo junto com seu filho de trocar opinião de ouvir de falar, de ter orgulho de mostrar para os outros o que o pai fez para ela ou melhor ainda, fizeram juntos.
É preciso respeitar a individualidade e os limites de cada criança procurando incentivar dando-lhe apoio e ensinando-lhe a descobrir o mundo em que vive, as brincadeiras devem ser adequadas ou adaptadas a sua faixa etária, pois nada mais sério que uma criança brincando.

Profº Marco Parazi - fevereiro/ 2003 - PR - marcoparazi@bol.com.br     


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